Símbolo de garra, determinação e amor à camisa, ele é um dos ídolos da torcida botafoguense. O próprio apelido já o define: “guerreiro”. Túlio Lustosa, ou Túlio Guerreiro, 46 anos, tem outra paixão, além do Botafogo,…

Símbolo de garra, determinação e amor à camisa, ele é um dos ídolos da torcida botafoguense. O próprio apelido já o define: “guerreiro”. Túlio Lustosa, ou Túlio Guerreiro, 46 anos, tem outra paixão, além do Botafogo, clube que mais defendeu na carreira: a cidade do Guará, onde nasceu, foi criado e onde voltou a morar depois das andanças pelo mundo como jogador de futebol profissional e dirigente.
https://youtu.be/O747MwpMwJU
A história que o tornou famoso começou aos 16 anos, quando morava na QE 28 e foi fazer testes no Goiás Esporte Clube. Mas poucos acreditavam que aquele garoto franzino, embora demonstrasse talento, pudesse vencer no futebol profissional, principalmente por ter escolhido uma posição que exigia força física para marcar os adversários. Mas Túlio mostrou que força não necessariamente quer dizer tamanho. Foi aprovado e aos 17 anos já era titular do Goiás, a ponto de despertar o interesse do time do Al-Hilal, da Arábia Saudita, onde jogou por dois anos. Depois de retornar ao Goiás, transferiu-se para o Botafogo do Rio de Janeiro, onde viveu a fase mais bonita de sua história no futebol.
O Botafogo, na época, disputava a Série B do Campeonato Brasileiro e vivia uma das piores fases de sua história, com muitas dívidas e brigas internas, mas elegeu como presidente o então dirigente de vôlei, Bebeto de Freitas, com a missão de reestruturar o clube e retorná-lo à Série A. E deu certo, mesmo com todas as dificuldades. E um dos símbolos dessa ascensão foi exatamente o guaraense Túlio, que recebeu o apelido de “guerreiro” da torcida botafoguense pelas suas características de jogo, de nunca desistir, lutar sempre e, principalmente, por demonstrar tanto amor à camisa do Botafogo.
Com o time na Série A, Túlio ficou por lá até 2005, quando foi jogar no Oita Trinita, do Japão, mas retornou ao Botafogo em 2007 e 2007, depois jogou pelo Corinthians, Grêmio, Figueirense, até encerrar a carreira no Sobradinho, aos 37 anos.



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