Adeilson Macedo, conhecido por muitos como Galego da Castanha, chegou ao Guará ainda criança, vindo do interior da Bahia. Aos 9 anos, começou a trabalhar cuidando de carros no estacionamento próximo à Administração…

Adeilson Macedo, conhecido por muitos como Galego da Castanha, chegou ao Guará ainda criança, vindo do interior da Bahia. Aos 9 anos, começou a trabalhar cuidando de carros no estacionamento próximo à Administração Regional. Era 15 de novembro de 1992, data que ele guarda como o início de uma nova fase da vida.
Dois anos depois, por ainda ser menor de idade, recebeu a oportunidade de trabalhar como aprendiz na própria Administração do Guará. Permaneceu ali por cerca de dois anos e, depois, voltou ao estacionamento, onde continuou trabalhando até alcançar a maioridade.
Ao todo, foram 19 anos cuidando e lavando carros. Nesse período, Adeilson também começou a vender pequenos produtos e acessórios. Chegava a trazer mercadorias da área rural de Alexânia, em Goiás, onde morava, para comercializar entre os clientes que havia conquistado no Guará.
Foi essa relação construída ao longo dos anos que abriu caminho para o empreendedorismo. Adeilson decidiu montar uma loja na Feira do Guará, lugar onde já conhecia comerciantes, frequentadores e moradores. Durante algum tempo, conciliou o trabalho no estacionamento com o novo negócio, até encontrar coragem para se dedicar integralmente à loja.
“Eu já tinha um relacionamento com os clientes e com a população do Guará. Aproveitei aquela credibilidade, montei o comércio e tem dado certo até hoje”, conta.
A escolha pela Feira do Guará não aconteceu por acaso. O espaço já fazia parte de sua rotina e de sua história. Muitos dos antigos clientes do estacionamento passaram a frequentar a loja, fortalecendo o empreendimento e ajudando Adeilson a se tornar uma figura conhecida na cidade.
Morar no Guará era um sonho. Hoje, Adeilson trabalha, vive e mantém seus vínculos na cidade que o acolheu ainda menino. Ao caminhar pela Feira ou pela Orla, encontra amigos, clientes e pessoas que acompanharam diferentes momentos de sua trajetória.
“Hoje eu trabalho no Guará, moro no Guará, acordo no Guará e respiro essa cidade. Ela me acolheu e virou meu porto seguro”, afirma.
Quando pergunto se alguma vez pensou em sair daqui, a resposta é imediata. A possibilidade nunca passou por sua cabeça. Para Adeilson, o Guará é mais do que endereço. É o lugar onde encontrou oportunidades, construiu amizades e transformou anos de trabalho em uma história de superação.
A trajetória do Galego da Castanha mostra que amar o Guará também é crescer com a cidade, reconhecer quem ajudou no caminho e continuar fazendo parte da vida da comunidade.

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