Para boa parte dos torcedores que acompanharam o time do Clube de Regatas Guará desde a década de 70, incluindo este jornalista, ele foi o maior jogador da história do Clube de Regatas Guará, embora não tenha…

Para boa parte dos torcedores que acompanharam o time do Clube de Regatas Guará desde a década de 70, incluindo este jornalista, ele foi o maior jogador da história do Clube de Regatas Guará, embora não tenha conquistado nenhum título local e nem tenha conseguido projeção nacional, pelo menos no Brasil. Jânio Pinto foi também um dos principais jogadores produzidos pelo futebol brasiliense. Canhoto, extremamente técnico, inteligente, era um exímio lançador e cobrador de faltas, além de artilheiro nato. Fez parte do lendário meio de campo do lobo da colina - Barão, Niltinho e Jânio -, que a torcida da velha guarda não esquece. Se não fez sucesso fora dos horizontes do planalto central, ele é um dos principais destaques da história do futebol equatoriano.

Como juvenil do Brasília, foi participar de uma preliminar de um jogo do Clube de Regatas Guará em 1975 no estádio do Cabe, quando fez três gols e entusiasmou o técnico guaraense Bugue, que encarregou seu auxiliar-técnico Mozair Barbosa a contratar aquele garoto habilidoso. Como não tinha assinado contrato com o Brasília, ele optou pela oportunidade que o Guará lhe oferecia.
A estreia aconteceu logo na Copa do Brasil, contra o Bahia, aos 17 anos. E foi bem. Com o Guará, no período de março a abril de 1979, Jânio sagrou-se campeão do Torneio Seletivo, que escolheria o clube que ocuparia uma vaga no Campeonato Brasileiro reservada para o Distrito Federal - as outras eram do Brasília e do Gama.
Foi vice-campeão brasiliense de 1981, com o Guará perdendo a final para o Taguatinga, em 15 de novembro de 1981, por 1 x 0. Em 1982, o Taguatinga pagou três milhões de cruzeiros pelo seu passe, a maior transação do futebol brasiliense até então.
Ficou três anos no Taguatinga. Logo depois, teve uma rápida passagem pelo São Bento, de Sorocaba, onde disputou apenas cinco jogos pelo Campeonato Paulista de 1984. Em 1985 disputou o Campeonato Paulista pelo Noroeste, passou pelo Londrina, do Paraná, e retornou ao Gama. No ano seguinte, 1986, defendeu o Tiradentes. Ainda em 1986, transferiu-se para o Equador, contratado pelo América, de Quito, depois foi para a Liga Deportiva Universitária (LDU), onde foi artilheiro do campeonato nacional de 1988, com 18 gols e eleito o craque do campeonato. No ano seguinte, foi para o poderoso Barcelona, de Guayaquil, sagrando-se campeão equatoriano e artilheiro da equipe, com 14 gols.O último time em que jogou no Equador foi o Delfín.
Em 1990 Jânio se transferiu para o futebol da Bélgica e, no ano seguinte foi acometido de uma pubalgia, lesão essa pouco conhecida na época. Depois de curado, em 1992 retornou para jogar no Guará, onde disputou os campeonatos brasilienses 1992 e 1993. Sua carreira de treinador começou em 1996 no Comercial, de Planaltina, no campeonato brasiliense de 1996 depois o Brazlândia e de lá para a Desportiva Bandeirante. Em 1999 dirigiu os juniores e depois o time principal do Clube de Regatas Guará. Em 2000, resolveu voltar ao futebol equatoriano.



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