Há alguns anos, Juliana Ribeiro decidiu transformar o amor por cupcakes em uma profissão. Após muitos testes e pesquisa, criou a sua própria receita, com as características que sempre apreciou: um bolo macio e saboroso,…

Há alguns anos, Juliana Ribeiro decidiu transformar o amor por cupcakes em uma profissão. Após muitos testes e pesquisa, criou a sua própria receita, com as características que sempre apreciou: um bolo macio e saboroso, um recheio farto e uma montagem cuidadosa. “O principal segredo para um bom cupcake é usar ingredientes de muita qualidade. A receita fui aprimorando com o tempo, testando com amigos e familiares, até chegar ao ponto do bolo ideal”, revela. Hoje são mais de 30 sabores de cupcake, disputados entre os clientes da Juliana Ribeiro Cupcakes, na QE 44 do Guará.
O começo O incentivo para profissionalizar a produção veio em um festival de brigadeiros no Eixão, num domingo. “Decidimos participar de um festival, ainda estávamos começando. O sucesso foi tão grande que vendemos tudo muito rapidamente. Precisamos montar uma equipe para produzir mais cupcakes, aqui no Guará, e levar ainda quentes para o Eixão. Num único dia vendemos mais de 800 cupcakes e percebemos então o nosso potencial”, resume Dona Romilda. As duas passaram a frequentar feiras nas entre quadras do Plano Piloto e em empresas. “Quem provava os cupcakes logo indicava para outros. Contavam nas empresas onde trabalhavam e assim fomos convidadas a ir a várias instituições, como órgãos públicos e embaixadas”.
Mas, veio a pandemia, as feiras ao ar livre acabaram e os órgãos públicos entraram em teletrabalho. Os clientes começaram a ligar e se dispunham a ir buscar os cupcakes no Guará. Foi quando perceberam que poderiam fazer da própria casa um local para receber os clientes. A sala de Dona Romilda e parte da garagem foram reformadas, receberam uma charmosa decoração cinza e rosa, com peças de decoração produzidas pelas duas. “A gente se orgulha muito do resultado, dos comentários de quem compra e recomenda para os amigos”, sorri satisfeita Dona Romilda.
Romilda Ribeiro de Souza e a filha Juliana Ribeiro vivem nesta casa desde 1998. Ali Juliana passou a maior parte de sua vida. Mas a história de dona Romilda na região é muito mais antiga. “Cheguei em Brasília ainda criança, e vim morar na Vila Esperança, bem ao lado da Vila IAPI, nos primeiros anos da capital. Pouco depois o governo retirou as vilas e transferiu as famílias para a recém-criada Ceilândia. Mas, nunca esqueci os meus anos por aqui e sempre sonhei em voltar a morar nesta região, onde depois foi construído o Guará. Nos anos 90 me inscrevi em uma cooperativa habitacional e realizei o sonho de voltar”, conta.
Nas mesinhas espalhadas pelo espaço os clientes podem pedir muito mais que cupcakes. Ali, Juliana oferece empadas e croissants produzidos com Dona Romilda. “A empada de bobó de camarão sempre recebe elogios, assim como a de carne de sol cremosa e de frango. E os croissants, com compota de frutas vermelhas, ou transformados em sanduíches. Tudo assado na hora”, conta. No cardápio estão ainda croque-monsieur, bruschetas e pizzas artesanais. Tudo acompanhado de um bom café, claro.
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