O Guará mudou muito desde o seu planejamento e mudaram também os negócios e o perfil dos consumidores da cidade. Com isso, as pequenas lojas do comércio local ficaram pequenas para desenvolver a atividade para a qual se…

O Guará mudou muito desde o seu planejamento e mudaram também os negócios e o perfil dos consumidores da cidade. Com isso, as pequenas lojas do comércio local ficaram pequenas para desenvolver a atividade para a qual se propõem. A solução dos comerciantes foi ocupar a área pública nos arredores de suas lojas. São padarias que passaram a servir no local e usam parte da calçada, bares e restaurantes que colocam suas mesas em área pública, lojas que expõem seus itens e até outras pequenas lojas (várias de açaí) que ocupam a área que estava destinada apenas para circulação.
A lei não é clara como cada comércio pode aproveitar a área pública e quanto deve pagar. Nem mesmo estão claras quais regras devem ser seguidas para garantir a segurança e a circulação das pessoas. Hoje, é cobrado um preço fixo por qualquer ocupação de área pública, seja um evento, um engenho publicitário, um estacionamento cercado ou um avanço do comércio. Não há um sistema integrado para acompanhar estas ocupações. Hoje, é impossível saber rapidamente quem está em dia com as taxas, quantos metros são ocupados, se a situação é regular ou não. O que dificulta também a fiscalização.
“Em 28 anos, sempre paguei pela área pública que utilizo, mas sou uma exceção. As lojas no Guará são pequenas, e sem essa área adjacente os bares e restaurantes ficam inviabilizados. Precisa-se encontrar uma solução rápida e prática para regularizar esta situação em todo o Guará”, conta Agrício Fernandes, proprietário do tradicional Bar do Júnior, na QE 28.
Pensando nisso, o vice-presidente da Câmara Legislativa, vai apresentar um projeto de lei para regularizar a situação. A minuta do projeto dispõe apenas sobre áreas comerciais, tanto sob a marquise dos prédios, quanto áreas adjacentes. Essa área seria cedida ao comerciante que a pleitear por tempo determinado, a ser definido pela Administração Regional, mediante pagamento mensal. Na prática, regulariza uma situação comum no Guará e em muitos casos de difícil reversão.
Um dos principais méritos do projeto é a preocupação com a mobilidade e acessibilidade. Ao mesmo tempo que autoriza a ocupação, estabelece regras rígidas para manter os passeios e acessos livres. Prevê pelo menos 1,5 m de circulação, sem mesas, lixeiras, contêineres ou algo que possa atrapalhar a passagem de pessoas. E os próprios ocupantes da área ou proprietários do comércio são os responsáveis pela construção das calçadas, segundo a lei.



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