Além da ocupação das seis quadras (QEs 48, 50, 52, 54, 56 e 58) da Expansão do Guará conhecida também como “cidade do servidor”, a cidade vai receber três grandes quadras residenciais nos próximos anos, a QE 60, no…

Além da ocupação das seis quadras (QEs 48, 50, 52, 54, 56 e 58) da Expansão do Guará conhecida também como “cidade do servidor”, a cidade vai receber três grandes quadras residenciais nos próximos anos, a QE 60, no terreno conhecido como “Área da Tasa”, entre a QE 46 e o Setor de Motéis, Postos e Concessionárias, o Setor Quaresmeira, entre o Guará Park, a SQB e a EPTG , e ainda o Centro Metropolitano, entre Guará I e II, às margens da futura Avenida das Cidades. A previsão é que sejam ofertadas cerca de 18 mil novas moradias para cerca 40 mil habitantes. E não se trata mais de propostas, mas de projetos concretos, porque os estudos para a criação dos novos setores estão bem avançados.
Nesta semana, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) aprovou o Estudo Territorial Urba-nístico (ETU) aplicável aos setores habitacionais Jóquei Clube, em Vicente Pires, e Quaresmeira, no Guará. Os dois novos setores ficarão separados apenas pela via EPTG. O ETU é o primeiro estudo necessário para possibilitar o início do processo de parcelamento do solo urbano, com previsão de beneficiar uma população estimada em 56 mil habitantes nos dois setores, 15 mil somente do lado da Quaresmeira, na Região do Guará.
O estudo foi elaborado a pedido da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), que está iniciando o processo de parcelamento do solo no local.
“A Terracap está iniciando um processo de parcelamento do solo para habitação, comércio, serviços, uso institucional e equipamentos públicos”, explica a diretora de Diretrizes Urbanísticas da Seduh, Denise Guarieiro. O estudo estabelece os critérios e os parâmetros de uso e ocupação do solo para os futuros lotes a serem criados dentro da poligonal. Com esses procedimentos, será possível ordenar o projeto de urbanismo, articulado também com a oferta habitacional para áreas de regularização fundiária previstas no Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal (Pdot).
O ETU serve ainda como base para licenciamento de atividades econômicas, medida que beneficia micro e pequenos empresários.

A Secretaria de Transporte e Mo-bilidade (Semob) anunciou na semana passada a conclusão do relatório com as contribuições da sociedade civil relativas à parceria público-privada da Avenida das Cidades (Ex-Interbairros e Transbrasília), que vai ligar o Plano Piloto a Samambaia, passando pelo meio do Guará. O comunicado da aprovação foi publicado no dia17 de maio, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).
A via terá 26 quilômetros de extensão e edificações em suas margens para compensar o custo da obra, que será executada através de parcerias público-privadas (PPP). Entre esses empreendimentos imobiliários está o Centro Metropolitano do Guará, um conjunto de edificações residenciais e comerciais na faixa hoje ocupada pela linha de transmissão de Furnas, que será toda enterrada. De acordo com o projeto, a previsão é que sejam criadas moradias para cerca de 12 a 15 mil novos moradores somente na parte que divide o Guará I do Guará II.
Agora, o projeto seguirá para análise do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). Após eventuais ajustes e aprovação pelo órgão, o edital de licitação poderá ser publicado. A expectativa é que o processo licitatório ocorra ainda este ano e que a contratação do empreendimento aconteça no início de 2022.
Embora prefira não adiantar detalhes, a Terracap anunciou oficialmente no mês passado a criação da QE 60, no terreno 235 mil metros quadrados que pertencia à Telecomunicações Aeronáuticas S/A (Tasa), uma subsidiária da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). De acordo com o comunicado, a empresa informou que o lançamento das projeções deve acontecer em 2022 e serão todas verticais, com altura máxima de seis pavimentos.
As projeções devem atender a uma população de cerca de 8 a 10 mil pessoas.
Para promover o lançamento da nova quadra, a Terracap aguarda apenas a liberaçãoda licença ambiental da área, que começou a ser discutida.

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