Aquela fruta que os moradores do cerrado brasileiro conhecem e apreciam, descoberta desde os tempos de criança, mas que outros brasileiros de outras regiões nem experimentam ou experimentaram e não gostaram, pode ser…

Aquela fruta que os moradores do cerrado brasileiro conhecem e apreciam, descoberta desde os tempos de criança, mas que outros brasileiros de outras regiões nem experimentam ou experimentaram e não gostaram, pode ser matéria prima para pratos saborosos e exóticos. Não somente os frutos, mas as folhas também. É o que está provando e promovendo o chef guaraense Vinicius Rossignolli, considerado hoje o maior pesquisador e divulgador da gastronomia do Cerrado.
Morador do Guará há 30 anos – está agora com 35 anos de idade -, Vinícius recebeu na sexta-feira mais um prêmio por sua atuação e defesa da gastronomia do Cerrado, durante o festival promovido pelo Instituto Multidisciplinar, que incentiva o empreendedorismo profissional e a consciência cidadã nas áreas de gastronomia, cultura, turismo e cidadania, em todo o país.

Durante o encontro, realizado na semana passada em Belém aconteceu o Festival Enchefs Brasil, que reuniu os chefs indicados ao Prêmio Nacional Dólmã, chefs embaixadores, coordenadores dos enchefs estaduais, chefs locais, estudantes, empresários, gestores de entidades públicas e privadas e também apreciadores da gastronomia de todo o país. Durante o evento, foram realizadas intervenções gastronômicas, aulas show, encontros científicos, palestras e degustações.
Mas esse foi apenas mais um reconhecimento ao chef Vinicius. Somente em 2021, ele recebeu o prêmio Personalidade do Ano no DF na Gastronomia, Chef Embaixador do DF, da Secretaria de Turismo.

Por causa da pandemia, Vinícius teve que interromper as atividades presenciais, quando participava de eventos corporativos com sua culinária do cerrado. “Durante a parada forçada, aproveitei para ampliar as pesquisas de matéria prima e a criação de novos pratos. Nessas pesquisas, tenho a ajuda do maior pesquisador do bioma do cerrado no país, o botânico Marcelo Kuhlmann, que tem cerca de 8 mil espécies de planta do cerrado catalogadas, e dos departamentos de pesquisas da UnB e da Embrapa. Foi muito enriquecedor”, conta o chef guaraense, que promove experimentos com plantas e frutos que podem ser consumidas, sem risco para a saúde. Ele cita o marmelo do cerrado, um primo do café, que depois de torrado acrescenta aroma e sabor a alguns pratos.

“Esse ano estamos retomando os trabalhos presenciais e o mundo está aberto a conhecer com mais profundidade o que temos em nosso bioma. Muito além da gastronomia, o trabalho foca em mostra toda a cadeia produtiva, incluindo o turismo, para apresentar os sabores da nossa terra”, conclui.

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