Um crime registrado na noite de terça-feira, 20 de janeiro, provocou forte comoção entre moradores do Guará e do DF. Maria Elenice de Queiroz, 61 anos, foi morta dentro do próprio apartamento, localizado na Rua 10 do…

Um crime registrado na noite de terça-feira, 20 de janeiro, provocou forte comoção entre moradores do Guará e do DF. Maria Elenice de Queiroz, 61 anos, foi morta dentro do próprio apartamento, localizado na Rua 10 do Polo de Moda, e o autor do homicídio foi o próprio filho, um jovem universitário de 23 anos. A tragédia aconteceu no interior da residência da família e foi seguida de confissão imediata do agressor à avó, que também estava dentro de casa.
De acordo com a polícia, a vítima chegou em casa por volta das 20h30. Como fazia habitualmente, deixou a bolsa na sala e seguiu até o quarto para ver o filho. Pouco tempo depois, gritos foram ouvidos dentro do apartamento. A avó relatou que, inicialmente, pensou se tratar de barulho vindo de outro imóvel do prédio, onde costumam morar crianças.
Minutos depois, o jovem saiu do quarto e afirmou que havia matado a própria mãe com uma faca. Ainda em estado de choque, a avó pediu ajuda e acionou a polícia. Ao ser questionado sobre o motivo do ataque, o rapaz respondeu que havia tido um surto. Segundo o relato da avó, até aquele momento o dia havia transcorrido de forma aparentemente normal, sem discussões ou sinais de conflito.
Ao chegarem ao apartamento, os policiais militares encontraram o autor sentado no sofá da sala, sem demonstrar resistência, tentativa de fuga ou comportamento agressivo. Ele foi preso em flagrante. Equipes do Corpo de Bombeiros também estiveram no local e tentaram reanimar a vítima, que havia sido atingida por um golpe de faca na região do pescoço e já se encontrava em parada cardiorrespiratória. Apesar dos procedimentos de emergência, a mulher não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Após a confirmação da morte, o apartamento foi isolado para a realização da perícia e o corpo da vítima foi removido pelo Instituto Médico Legal ainda na noite de terça-feira, por volta das 23h50. O registro da ocorrência foi feito na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, responsável pela investigação do caso, que apura as circunstâncias do crime e os desdobramentos jurídicos da prisão.

Filho relatou abandono gradual da medicação
Durante o interrogatório na delegacia, Vinícius de Queiroz revelou que havia interrompido gradualmente o uso de medicações para depressão. Segundo o estudante, os remédios o faziam "apagar" à noite e dificultavam sua rotina, como levantar-se para frequentar as aulas na Universidade de Brasília. Ele afirmou que "foi tirando aos poucos" o medicamento, por iniciativa própria, e relatou não ter notado grande diferença após a suspensão. Questionado na delegada se já havia sonhado com o crime, respondeu que sim: "É como se eu já tivesse visto isso antes", afirmou Vinícius ainda contou que o ato foi por impulso, dizendo que ele e a mãe tinham personalidades diferentes e que ela falava alto, o que o incomodava. "Acertei ela com uma facada na jugular", contou o jovem. Ele também admitiu que não foi a primeira vez que teve esse tipo de vontade, mas que, anteriormente, conseguiu se controlar.


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