A saga de uma das mais respeitadas líderes comunitárias do Guará é um exemplo de que a esperança, a fé e, principalmente, a perseverança são capazes de vencer quaisquer adversidades. Presidente de uma associação…

A saga de uma das mais respeitadas líderes comunitárias do Guará é um exemplo de que a esperança, a fé e, principalmente, a perseverança são capazes de vencer quaisquer adversidades. Presidente de uma associação habitacional selecionada para receber terrenos na Expansão do Guará (QEs 48 e 58), Teresa Ferreira Dias, 63 anos, poderia ser hoje uma simples agricultora em uma terra alagada no município de São Félix do Araguaia (MT), mas uma série de boas coincidências e vontade de vencer transformaram completamente sua vida.
Por ser portadora de bronquite asmática, que piorava cada vez por causa da umidade onde a família morava, e por isso precisava de tratamento constante, ela foi entregue pela mãe aos sete anos a uma senhora em São Félix do Araguaia, onde ficou até os 13 anos de idade. Sem condições de continuar com ela, essa senhora a pediu para ir embora. Sem saber para onde iria, Teresa dormiu dois dias na rua, até que, por acaso, uma empresária rica da cidade, dona de um posto de combustíveis, hotel, bar e restaurante numa estrada a 200 quilômetros dali, parou seu carro e perguntou se ela conhecia alguém que estava precisando trabalhar nos seus empreendimentos. “Eu!”, respondeu sem pestanejar. E lá foi Teresa, sem saber o que lhe esperava. E deu certo. Com apenas dois anos de trabalho, passou a contar com a confiança total da dona do empreendimento e da então gerente do negócio, que revesava períodos lá, com a família que tinha em Brasília.
A confiança foi tanta que Teresa, com apenas 16 anos, passou a responder por todo o negócio quando a gerente se ausentava por vários dias, inclusive com a responsabilidade de fazer toda a arrecadação e controlar o serviço de funcionários. Quando teve que abandonar a gerência para fixar-se em Brasília, essa senhora, Laurita Machado de Camargo, convidou Tereza para vir morar com ela em Brasília, na QE 17 do Guará, onde passou a trabalhar como doméstica durante o dia enquanto estudava à noite.

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