O serviço ainda está em experimental, mas já é um alento para quem não sabe o que fazer com os restos de obras e outros entulhos, fica preocupado para onde esse material está sendo levado ou fica com pena de ver cavalos…

O serviço ainda está em experimental, mas já é um alento para quem não sabe o que fazer com os restos de obras e outros entulhos, fica preocupado para onde esse material está sendo levado ou fica com pena de ver cavalos puxando carroças e sofredo maus-tratos. A partir de agora, o morador do Guará pode recorrer ao novo serviço de recolhimento de material inservível, de forma bem mas ágil e ecologicamente correta, feito por veículos elétricos e levados para um novo papa-entulho, na orla do Guará II, entre as QEs 36 e 42.
Construído em uma área de 1.000 m², o segundo papa-entulho da cidade – o outro está localizado no Cave - recebe resíduos sólidos, materiais recicláveis, embalagens de vidro e óleo de cozinha. O novo papa-entulho será o primeiro do DF a ser gerido de forma compartilhada entre uma cooperativa de catadores e o Governo do Distrito Federal. Se a experiência der certo, será estendida a todas as regiões do Distrito Federal, de acordo com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU).
“Os papa-entulhos ajudam a manter a cidade limpa, dão a oportunidade para os moradores descartarem de forma correta os seus resíduos domiciliares”, afirma o diretor-presidente do SLU, Silvio Vieira. “Móveis velhos, restos de obras, galhadas… O descarte incorreto é um crime ambiental.”
O novo papa-entulho do Guará, que custou R$ 318 mil, recurso destinado por emenda do deputado distrital Rodrigo Delmasso (Republicanos), é o primeiro do Distrito Federal a ser gerido de forma compartilhada. O SLU contará com a ajuda da cooperativa de catadores Cooperlimpo para receber, separar e dar a destinação correta para os resíduos. Quando chega ao papa-entulho o material recolhido é separado por catadores e o que for reciclável se transforma em renda para os participantes do projeto. A parceria faz parte do projeto piloto Auto Eco Social, que pretende requalificar a atuação dos carroceiros e atender à lei que determinou a suspensão do uso de animais como tração de carroças no Distrito Federal.

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