Em abril, após mais de 30 anos de funcionamento, o Bar do Mané, na QE 17, fechou suas portas depois que Manoel dos Santos Freire, o Mané da Codorna, resolveu se aposentar. A notícia do fechamento do mais antigo e mais…

Em abril, após mais de 30 anos de funcionamento, o Bar do Mané, na QE 17, fechou suas portas depois que Manoel dos Santos Freire, o Mané da Codorna, resolveu se aposentar. A notícia do fechamento do mais antigo e mais tradicional bar da cidade comoveu a legião de frequentadores fiéis, que se sentiram órfãos de iguarias especiais que só a equipe do Mané sabia fazer. Mas, um desses frequentadores resolveu que esse legado não poderia morrer com o simples fechamento do bar.

Jannerson Leão, 42 anos, procurava um negócio para empreender e completar sua renda de servidor público. Não sabia em quê e onde. “Quando fiquei sabendo do fechamento do bar, resolvi procurar o Mané para negociar o ponto. Como frequentador do bar há mais de dez anos – meus sogros moram na mesma rua – achei que seria interessante juntar a minha vontade de investir ao mesmo tempo em que manteria o ponto funcionando”, conta Jannerson, que até então não tinha qualquer experiência no ramo. “Mas tive o apoio e a ajuda do meu pai, bancário aposentado”, completa.
O maior desafio de manter o legado do Bar do Mané era oferecer a qualidade do serviço que atraia milhares de clientes, inclusive de fora do Guará. “A primeira decisão foi manter o mesmo cardápio que era apreciado pela clientela, principalmente os carros chefes da casa, a codorna frita, o pescoço de peru, a tilápia frita e a linguiça formiga. A outra, bem mais difícil, por causa do carisma do Mané, seria continuar a fazer a interação com os clientes, o que estou procurando fazer”, afirma o dono do Skema 17, o sucessor do Bar do Mané.
No início, a missão de Jannerson não foi fácil. Além da maior parte dos clientes do Mané não ficar sabendo da abertura de um novo bar no local, muitos ainda duvidavam que o sucessor manteria a mesma qualidade e o mesmo clima do bar antigo.
“Muitos estão retornando. A cada semana o movimento melhora. Estamos nos esforçando para manter o padrão que eles estavam acostumados”, garante Jannerson. Mesmo sem a experiência do Mané, ele diz que também gosta de percorrer as mesas, conversar com os clientes e pedir avaliação sobre o serviço. Para manter o padrão, Jannerson contratou Francisco das Chagas, o Chiquinho, um dos cozinheiros do Bar do Mané.

QE 17 – Bloco A
Pedidos 3974.6560
Entrega Guará I e II e Guará Park

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