Considerado um dos principais ativistas culturais do Distrito Federal, como coordenador do Polo de Cultura, músico e produtor há 40 anos, Rênio Quintas se depara com novos desafios ao assumir o Conselho de Cultura do…

Considerado um dos principais ativistas culturais do Distrito Federal, como coordenador do Polo de Cultura, músico e produtor há 40 anos, Rênio Quintas se depara com novos desafios ao assumir o Conselho de Cultura do Guará após renúncia do presidente anterior. E os primeiros desses desafios são a luta para retirar o Teatro de Arena do projeto de privatização do Cave e estabelecer uma melhor relação do meio cultural com a Administração Regional, que estaria sendo omissa e indiferente com algumas demandas do segmento.
Em relação ao Teatro de Arena, o novo presidente do Conselho está investindo em quatro frentes: no Tribunal de Contas do Distrito Federal, onde o projeto está passando por ajustes antes de ser encaminhado à Secretaria de Esporte e Lazer para licitação, na Câmara Legislativa, com pedido de informações por parte de alguns deputados, e no Ministério Público Regional para que a comunidade cultural seja ouvida antes da privatização. “Estamos também preparando uma campanha de mobilização da comunidade guaraense para a importância dela lutar pela preservação de um espaço cultural que não pode ser transformado simplesmente num espaço empresarial”, conta.
A intenção do movimento cultural do Guará, segundo Rênio, é salvar pelo menos o Teatro de Arena, porque ele próprio considera praticamente impossível evitar a privatização do complexo do Cave. “É inaceitável que se repasse para a iniciativa privada um espaço com 5 mil lugares, inclusive contrariando o Artigo 250 da Lei Orgânica da Cultura (LOC). Não adianta virem afirmar que o teatro vai continuar existindo, porque certamente não estará mais a serviço da cultura, pelo menos a cultura popular, uma vez que será transformado num espaço para geração de recursos pelo provável concessionário”, critica.


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