A enxurrada de críticas dos moradores ao projeto da ciclofaixa do Guará II finalmente sensibilizou o governo para a necessidade de avaliar a possibilidade de algumas alterações no trajeto, sem, entretanto, interromper a…

A enxurrada de críticas dos moradores ao projeto da ciclofaixa do Guará II finalmente sensibilizou o governo para a necessidade de avaliar a possibilidade de algumas alterações no trajeto, sem, entretanto, interromper a obra. Depois do episódio do fechamento do acesso ao estacionamento do comércio da QI 23, a Secretaria de Cidades resolveu reunir os órgãos que aprovaram o projeto, para estudar modificações que atendam os interesses dos usuários de bicicleta e dos motoristas de carros. Os motoristas são os que mais reclamam das interferências radicais na via principal, com a redução de até uma faixa e meia em alguns locais para abrir passagem para a ciclofaixa.
“Vamos reunir os órgãos envolvidos – Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), Detran, Administração Regional do Guará, Conselho de Planejamento (Conplan) e Secretaria de Cidades -, para decidirmos o que poderá ser modificado, sob o aspecto técnico e do interesse dos motoristas”, informa o secretário de Cidades, Valmir Lemos, que admite a possibilidade de mexer até no que já foi feito para adequar aos interesses dos dois lados e à realidade da cidade em relação ao projeto, que foi elaborado há mais de dez anos.
A obra vem recebendo críticas desde quando começou a ser executada, inicialmente pela falta de divulgação do que estava sendo feito, e depois foi aumentando à medida em que as intervenções foram retirando mais espaço da via. A maior parte da preocupação dos moradores é em relação ao aumento da população do Guará II na proporção inversa à retirada do espaço de circulação de veículos, o que pode aumentar os pontos de estrangulamento na via central quando as novas projeções residenciais já vendidas pela Terracap estiverem todas ocupadas – a previsão é de mais 30 mil novos moradores às margens da via central nos próximos dez anos.
Após sucessivas reportagens do Jornal do Guará mostrando a insatisfação dos moradores, principalmente dos motoristas, as secretarias de Governo e de Cidades resolveram interferir, uma vez que a Administração Regional do Guará se limitava a acompanhar o que estava sendo feito sem procurar uma solução para os problemas apontados. Inicialmente, foi realizada uma reunião entre os órgãos envolvidos no projeto, coordenada pelo secretário de Cidades, Valmir Lemos, no gabinete da administradora regional Luciane Quintana, em caráter de emergência, para discutir uma solução para o fechamento do estacionamento do comércio da QI 23. Mas, ao visitar a obra e ouvir in loco várias críticas de motoristas, o secretário resolveu reavaliar o projeto e discutir a redução dos impactos da obra.
A instalação de barreiras para a passagem de pedestres tem provocado estragos de pneus a motoristas desavisados

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