Quando se fala em competição de fisiculturismo, a primeira imagem que nos vem à mente é de competidores musculosos, alguns até demais. Mas nem sempre é assim. Algumas categorias da modalidade esportiva nem exigem tanto,…

Quando se fala em competição de fisiculturismo, a primeira imagem que nos vem à mente é de competidores musculosos, alguns até demais. Mas nem sempre é assim. Algumas categorias da modalidade esportiva nem exigem tanto, como é o caso da campeã da categoria “Biquini” do Campeonato Brasiliense de Fisiculturismo, Lucineide Nasci-mento de Jesus, 38 anos, moradora do Guará. Quem vê seu corpo longilíneo, bem definido, sequer imagina que ali está uma campeã de um esporte que valoriza a quantidade de músculos aparentes.

Luh, como é conhecida, 38 anos, pratica e compete fisiculturismo por um acaso. Ou quase. Antes, ela se dedicava à dança, como praticante e professora. O interesse começou quando ela dava consultoria a competidoras de fisiculturismo, ensinando poses, como andar de salto alto e outros movimentos para dar mais leveza às praticantes de um esporte meio bruto. “É não deixar que o aumento dos músculos tire a beleza feminina”, resume.
Dessa preparação e por causa da interrupção das atividades esportivas provocadas pela pandemia do coronavírus, Luh Nascimento resolveu que ela mesmo poderia ser uma atleta de fisiculturismo, mesmo sendo magra e com o corpo fora dos padrões do esporte. Como frequentava a Academia Corpo Arte, na QE 26, há quase três anos, onde treinava dança com seu parceiro de apresentação, foi incentivada pela treinadora e professora de Educação Física, Gabriela Dantas, filha dos donos da academia, Oswaldo Navarro e Renata Elias, a praticar o fisiculturismo. E deu certo. Em apenas oito meses, ela dobrou o seu índice muscular - “sem qualquer anabolizante”, faz questão de dizer -, suficiente para chegar aos níveis exigidos nas competições, das categorias mais leves.


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