Diferente do que muita gente pensa, a capoeira não é somente uma manifestação cultural de exibição, como estamos acostumados a ver em feiras, eventos e espaços públicos. Também tem seu lado competição, inclusive com…

Diferente do que muita gente pensa, a capoeira não é somente uma manifestação cultural de exibição, como estamos acostumados a ver em feiras, eventos e espaços públicos. Também tem seu lado competição, inclusive com direito a contato físico, como luta mesmo, como o campeonato mundial da modalidade, organizado pela federação Volta ao Mundo Bambas, que promoveu no dia 3 de agosto, no ginásio da AABB de Brasília, com a vitória do guaraense Gláucio Hernan Vieira, 36 anos.
Participaram da competição de 16 atletas masculinos e 8 mulheres pré-selcionados de países que cultuam a capoeira, com os países afros e até a Coreia do Sul. Além de Gláucio, o brasileiro Erick Maia, campeão do ano passado no mundial do Rio de Janeiro, defendeu seu cinturão. O mundial deste ano foi patrocinado pela Secretaria de Esporte e Lazer do GDF, com emenda parlamentar do deputado federal Júlio César (Republicanos).
A competição na capoeira é realizada em quatro etapas, analisadas por oitojurados, cada um avaliando uma performance diferente, como ritmo, harmonia, cadência, criatividade, objetividade e volume de jogo. As etapas são o Jogo Solo, com apresentação individual para acrobacia, floreio e golpes; o Jogo São Bento Grande de Angola, apresentado por duas duplas, num ritmo mais lento, com contato; o Jogo Iuna, de dupla, sem contato, mais floreio e acrobacia; e o Jogo São Bento Grande Regional, com contato, e mais rápido.

Praticante há 26 anos
Gláucio Hernan começou a praticar capoeira em 1998, no Cruzeiro, mas logo depois se integrou ao grupo N´Golo, do Mestre Dionísio, no Guará. Depois de seis anos lá, ajudou a fundar o grupo Aruanda Capoeira, comandado pelo Mestre Hígor, também na cidade, que treina todos os dias na Arena Guará, onde funcionava o antigo ginásio coberto do Colégio Maxwell, na QI 11. O grupo é formado por cerca de 60 praticantes, mas, de acordo com Gláucio, é aberto a qualquer pessoa que queira aprender ou praticar a arte da capoeira. “Basta ir lá, se informar e ter o grau avaliado para o caso de quem já pratica. Temos uma sala na própria arena, onde podem ser buscadas as informações”, informa Gláucio.

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