O mandato do deputado federal Gilvan Máximo (Republicanos) pode estar com os dias contados, depois da decisão da primeira sessão virtual do Supremo Tribunal Federal na semana passada para analisar o entendimento sobre…

O mandato do deputado federal Gilvan Máximo (Republicanos) pode estar com os dias contados, depois da decisão da primeira sessão virtual do Supremo Tribunal Federal na semana passada para analisar o entendimento sobre as sobras eleitorais das eleições de 2022. De acordo com seis dos 11 ministros que já se pronunciaram - Flávio Dino, Gilmar Mendes, Nunes Marques, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes – a vaga de Gilvan deve ser repassada ao ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Como o ministro André Mendonça pediu destaque do julgamento, o assunto deve voltar a ser analisado a partir agosto, após o recesso judiciário do meio do ano. O julgamento vai continuar em sessão presencial.
A provável mudança altera o entendimento dos ministros do Supremo, que havia sido firmado em fevereiro, de que todos os partidos políticos poderiam participar da última fase de distribuição das sobras, antes reservada aos que atingissem cláusula de desempenho.
Também por maioria, o Plenário decidiu na época que era inconstitucional a regra do Código Eleitoral que previa que, caso nenhum partido atingisse o quociente, as vagas seriam preenchidas pelos candidatos mais votados.
Para os ministros, essas mudanças deveriam ser aplicadas a partir das eleições de 2024, sem afetar o resultado das eleições de 2022. É neste ponto que os partidos recorreram. Nos embargos, as legendas argumentaram que, de acordo com a Lei das ADIs (Lei 9.868/1999, artigo 27), seria pelo menos oito votos para modular os efeitos da decisão do Plenário. Como isso não ocorreu, as alterações deveriam retroagir e valer para os eleitos de 2022.
De acordo com o meio político, dificilmente os seis ministros que já pronunciaram seus votos vão mudar de opinião na votação presencial, restando apenas dois votos dos cinco ministros restantes para sacramentar a mudança do entendimento.
Se confirmada a mudança, além de Gilvan Máximo perderão as vagas os deputados Silvia Waiãpi (PL-AP), Sonize Barbosa (PL-AP), Goreth (PDT-AP), Augusto Pupiu (MDB–AP), Lázaro Botelho (PP- TO), e Lebrão (União Brasil-RO). Eles serão substituídos por por Tiago Dimas (TO) e Rafael Bento (RO), no PSB por Rodrigo Rollemberg (DF), no Psol por Paulo Cesar Lemos de Oliveira (AP), no PP por André dos Santos Abdon (AP), no Republicanos por Aline Paranhos Varonil Gurgel (AP), e no PCdoB por Marcivânia Rocha (AP).

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