O aumento da população e, consequentemente, da quantidade de veículos demandam a abertura de mais estacionamentos na cidade. E isso o governo tem feito no Guará nos últimos anos, justiça seja feita. O problema é que…

O aumento da população e, consequentemente, da quantidade de veículos demandam a abertura de mais estacionamentos na cidade. E isso o governo tem feito no Guará nos últimos anos, justiça seja feita. O problema é que parte dessas vagas abertas está sendo ocupada por trailers de lanches e caminhões de mudança e frete. Em alguns estacionamentos, metade das vagas chega a ser ocupadas principalmente pelos caminhões, como no Setor de Oficinas (AE 2A) e na QE 38.
Oito quiosques organizados em duas filas formam uma praça de
alimentação na Praça da Moda, onde deveria ser um estacionamento
A situação é pior na QE 7, coração financeiro da cidade, onde se concentra a maior parte das agências bancárias. Lá, aos poucos, trailers de venda de frutas, doces e biscoitos vão ocupando mais vagas, sem que haja controle por parte do governo. Em alguns casos, esses trailers chegam a ocupar entre três e quatro vagas, incluindo os veículos dos ambulantes.
Nos estacionamentos do Setor de Oficinas e na entrada da QE 38, ao lado da QE 42, os estacionamentos construídos há cerca de cinco anos, estão cada vez mais sendo ocupados por caminhões de mudança, frete e trailers de lanches. Em outros locais, como em frente ao Supermercado Dia a Dia, na QE 13, trailers também ocupam entre três e quatro vagas porque espalham mesas e cadeiras para receber os clientes.
A Praça da Moda, no Polo de Moda, ao lado da via contorno do Guará II, é um retrato dessa irregularidade e da omissão do governo. Lá, é fácil contar 11 trailers de lanches estacionados, sendo que oito chegam a formar uma praça de alimentação, isso há pelo menos cinco anos.
Caminhões de mudança e frente ocupam cerca de 305 do
estacionamento na entrada do Setor de Oficinas
E antes que alguém reclame do fato da reportagem abordar o assunto, lembramos que a atividade de trailers não é proibida e muitos deles são autorizados pelo governo. O problema é que a autorização muitas vezes é usada para transformar o trailer, que tem que ser retirado durante à noite ou quando não estiver aberto, em quiosque, que pode ser fixado em um determinado lugar. Em alguns casos, como na praça da QE 19, os trailers tem os pneus esvaziados e por lá ficam permanentemente.
A grande demanda por estacionamento na QE 7, onde estão os bancos, é prejudicada por trailers e bancas de frutas e lanches
O texto trazia dispositivos que tratam da elaboração dos planos de ocupação de quiosques e trailers respectivos a cada administração regional e também implementa o Portal de Cadastro de Quiosques e Trailers do DF. O objetivo da Seduh com a metodologia, de acordo com o texto, “é atender à alta demanda provocada pelo crescimento no número de estabelecimentos do tipo que, muitas vezes, não respeitam os critérios urbanísticos exigidos pela legislação local para funcionamento”. Ainda de acordo com a portaria, “as administrações regionais teriam que fazer um levantamento dos quiosques e trailers existentes em sua respectiva região e atualizar o cadastro no portal. Com a catalogação unificada no sistema, o GDF prometia tornar mais eficiente o trabalho de urbanismo e planejamento feito pela Seduh, de controle dos quiosques e trailers pela Secretaria Executiva das Cidades e de fiscalização pelo DF Legal”.
Estacionamento entre as QEs 38 e 42 é ocupado por caminhões de frete e trailers de lanche. Sobra menos da metade para os carros

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