Embora o rodízio nas delegacias de Polícia Civil sejam rotina, a substituição dos delegados Gerson de Salles e Ataliba Neto pegou lideranças e a comunidade de surpresa, não somente pelo pouco prazo que ficaram no Guará,…

Embora o rodízio nas delegacias de Polícia Civil sejam rotina, a substituição dos delegados Gerson de Salles e Ataliba Neto pegou lideranças e a comunidade de surpresa, não somente pelo pouco prazo que ficaram no Guará, mas também pela avaliação da atuação deles no período. Nos quatro meses em que comandaram a 4ª Delegacia de Polícia, Gerson e Ataliba conseguiram interagir com a comunidade como poucas equipes tinham conseguido anteriormente. Pela forma transparente de informar o que estavam fazendo, eles conseguiram o apoio da comunidade para desvendar vários crimes através de denúncias anônimas.
Se a saída dos dois foi lamentada, o anúncio dos substitutos compensou a frustração das lideranças comunitárias e dos moradores. Os novos titulares já chefiaram a 4ª DP em períodos diferentes: Anderson Espíndola em 2011 e o adjunto Johnson Kennedy em 2017 a 2019.
Depois de ficar apenas quatro meses no Guará, Gerson de Salses e João de Ataliba Neto foram transferidos para a 18ª Delegacia de Brazlândia; Anderson Espíndola era Corregedor da Polícia Civil até segunda-feira, quando foi exonerado e convidado pelo diretor da Polícia Civil, Robson Cândido da Silva, a retornar ao Guará. Parceiros desde 2002, quando começaram a fazer dobradinha nas delegacias do DF, Anderson convidou Johnson Kennedy, que havia deixado o coordenação do Sistema Prisional do DF para ajudá-lo na nova missão.
Depois que deixou a 4ª DP em 2011, Johnson Kennedy foi titular por dois anos da 13ª DP de Ceilândia, considerada a de maior demanda do DF, depois diretor da Delegacia de Repressão a Furto de Veículos (DRFV) por cinco anos, daí para a Delegacia de Repressão a Roubos Furtos, de onde foi transferido para o Sistema Penitenciário, onde atuou por cinco anos, até assumir a chefia da 4ª DP em 2017. Em 2019, depois de ter sido substituído pelo delegado João Maciel, assumiu o comando da Penitenciária 2 e depois a coordenação do Sistema Prisional até ser convidado pelo seu amigo Anderson Espíndola para retornar à 4ª DP, desta vez como delegado-adjunto.

Como aconteceu a oportunidade de voltar a assumir a 4ª DP?
Na segunda-feira, 14 de setembro, a direção da Polícia Civil resolveu fazer mudança na Corregedoria da Polícia Civil e fui exonerado. Estava sendo nomeado para chefiar a 18ª Delegacia de Brazlândia. Na terça-feira, 15, conversando pessoal com o diretor da Polícia Civil, Robson Cândido, ele me ofereceu a oportunidade de voltar para a 4ª DP, no que aceitei imediatamente porque tinha sido um dos melhores lugares onde trabalhei nos meus 25 anos da Polícia Civil.
Por que o sr. gostou tanto de ter trabalhado no Guará?
- Porque foi a comunidade mais participativa com que trabalhei. Já fui titular de delegacias do Plano Piloto, de Santa Maria e de outras especializadas, mas em nenhuma delas houve tanta participação da comunidade como aqui em 2011. O morador do Guará cobra, mas também sabe colaborar, o que é muito bom pra nós, porque nos ajuda a mensurar o que estamos fazendo. Também tivemos uma excelente interação com os órgãos de segurança da cidade, especialmente com o comando do 4º Batalhão da Polícia Militar, com a Administração Regional e com o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), com quem quero retomar a parceria.
Pelo que o sr. está recebendo, as demandas da cidade são as mesmas ou mudaram?
São praticamente as mesmas. Quase toda a criminalidade do Guará gira em torno do tráfico de drogas – os latrocínios, os roubos e furtos, as brigas. O mapa da criminalidade é também quase o mesmo. A única diferença é que não existe mais o Pontão do Cave, que era o local que mais desmandava nossa atuação na época.
Os delegados Gerson de Salles e Ataliba Neto ficaram conhecidos pela transparência das suas ações e a interação com a comunidade. Como é seu estilo?
Quem se lembra do período que passei por aqui, sabe que também sou assim. Quero me interagir da mesma maneira com a imprensa e com os moradores. Vamos continuar divulgando todas as ações da delegacia e solicitando a ajuda da comunidade através de denúncias para o 197 da Polícia Civil ou para os canais da própria 4ª DP e, muito importante, pelos grupos de WhatsApp, principalmente através do grupo “Guará” pelos seus objetivos de debater somente assuntos da cidade.

Parceria entre CEB IPes e PMDF reforça ações de inteligência para combater o furto de cabos e a receptação de materiais, prática que durante anos teve no Guará um dos principais pontos de escoamento do DF

A rede pública do DF oferece canais de emergência, denúncia, acolhimento e assistência psicológica, jurídica e social. Veja onde conseguir apoio.

Mutirão Cidade Inteligente, procura novas ideias para transformarem a cidade. Programa quer ajudar moradores a resolver problemas do Guará com inovação
Jornalismo local e independente há mais de três décadas, cobrindo a vida do Guará e do Distrito Federal com profundidade, criatividade e compromisso público.
© 2026 Jornal do Guará · Todos os direitos reservados · CNPJ 05.432.117/0001-42