Depois do adiamento do retorno das aulas presenciais na rede pública (Página 7), foi definido no início desta semana o calendário da rede particular de ensino do DF. Na audiência de conciliação, mediada pela Justiça a…

Depois do adiamento do retorno das aulas presenciais na rede pública (Página 7), foi definido no início desta semana o calendário da rede particular de ensino do DF. Na audiência de conciliação, mediada pela Justiça a pedido do Ministério Público, entre professores, pais e donos de escolas ficou definido que as aulas serão retomadas no dia 21 de setembro para a Educação Infantil e Ensino Fundamental I, e 19 de outubro para os alunos do Ensino Fundamental II e III, e os do Ensino Médio no 26 de outubro.
O acordo prevê um protocolo de obrigações e providências sanitárias, entre elas o fornecimento de luvas descartáveis, protetores faciais (face shields), aventais e outros aparatos necessários para os professores, instrutores e demais profissionais que trabalhem diretamente com alunos da Educação Infantil. E fornecimento de máscaras aos empregados, adequadas aos graus de risco de contaminação a que o trabalhador estiver exposto e em quantitativo suficiente e que atenda à limitação do período de uso da máscara, limitação máxima de 50% do contingente de alunos por sala em aulas presenciais, respeitada metade do limite máximo de ocupação do espaço de cada sala, nos termos da legislação educacional e o distanciamento de 1,5 metros os alunos, afastamento imediato de trabalhadores e alunos infectados até a plena recuperação.
A audiência foi designada e mediada pelo desembargador do Tribunal Regional do Trabalho do DF (TRT-10), Pedro Luís Vicentin Foltran que, no dia 6 de agosto, suspendeu a retomada das atividades, atendendo solicitação do Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinproep). Participaram da reunião representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinepe-DF) e do Sinproep.
Para o presidente do Sindicato das Escolas Particulares, Álvaro Domingues, não havia mais como adiar a retomada das aulas presenciais, sob risco de provocar uma quebradeira no segmento. Audiência de conciliação foi realizada online
O presidente do Sindicato dos Professores, Rodrigo de Paula, diz que houve bom senso no acordo
Um dos principais agentes da queda de braço e do acordo para a volta presencial nas escolas particulares foi o Sindicato dos Professores em Escolas Particulares (Sinepe DF), que resistia a um acordo para retomada num momento de escalada da pandemia do coronavírus. “Infelizmente tivemos que ceder, mesmo sabendo dos riscos à vida dos professores e da comunidade escolar, porque entendemos as dificuldades das escolas e também de muitos pais, principalmente dos que estão retornando às atividades e não tem com quem deixar seus filhos enquanto as escolas estiverem fechadas. Foi uma questão de bom senso”, diz ele. Sindicato dos professores e das escolas calculam em cerca de 800 demitidos no segmento no período da pandemia.
Para Haidée Neves, da rede Pedacinho do Céu, é mais seguro para as crianças ir pra escola do que ficar em casa
Decisão é para dar mais segurança a estudantes e servidores, segundo o governo. Reformas nas escolas prosseguem
A retomada do calendário escolar presencial da rede pública do Distrito Federal está adiada. Com data de referência para 31 de agosto, o retorno gradual dos alunos para as salas de aula vai ficar para depois. A decisão foi tomada como forma de precaução, para evitar o aumento de contaminações pela Covid-19 a partir do convívio de crianças, adolescentes e adultos no ambiente escolar. A nova data será definida de forma que garanta a segurança de todos.
“A decisão é fruto de grande debate com escolas, comunidade escolar e com observação científica da evolução da curva da pandemia. A data era de referência, mas neste momento, apesar de as escolas estarem prontas para o retorno, isso será adiado pela vida e saúde de todos”, declarou o secretário de Educação, Leandro Cruz, que se reuniu virtualmente com gestores de 686 colégios na manhã desta quarta.
De acordo com ele, o comportamento da pandemia seguirá em acompanhamento para que as providências de retorno às aulas presenciais sejam tomadas de forma segura. Ainda não há data definida para o retorno presencial. Continua em vigor o Decreto 40.939, de 2 de julho de 2020, que autorizou a retomada a partir de 3 de agosto, deixando a organização do calendário a critério da Secretaria de Educação. “Mesmo o decreto possibilitando a volta, só faremos quando estivermos em condições epidemiológica perfeitas para isso”, avisa o titular da Educação.

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