A Rede de Frio da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES) dispõe de medicamentos que atuam como antídotos para o veneno de animais peçonhentos. A SES registrou 2.595 acidentes com esse tipo de animal em 2021. Em…

A Rede de Frio da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES) dispõe de medicamentos que atuam como antídotos para o veneno de animais peçonhentos. A SES registrou 2.595 acidentes com esse tipo de animal em 2021. Em 2022, foram 800 ocorrências até o momento. Nesse período, o maior número de episódios sinaliza picada de escorpiões: 2.019 no ano passado e 585 nos primeiros meses deste ano.
Somente hospitais públicos possuem o soro contra picadas de animais peçonhentos
De acordo com a gerente da Rede de Frio, Tereza Luíza de Souza Pereira, os soros disponíveis no DF são destinados a picadas de aranhas, escorpiões, lagartas e cobras – contra o veneno dessas, há soro específico para cascavel, surucucu, jararaca e coral-verdadeira.
O material é produzido pelo Instituto Butantã, em São Paulo, e distribuído pelo Ministério da Saúde. Após ser retirado da cobra, o veneno passa por manipulação e é inoculado em cavalos mantidos pelo Butantã. Na etapa seguinte, o sangue do animal é colhido e, logo depois, separado do plasma. Finalmente, desse plasma é produzido o antídoto.
A distribuição do soro no DF é feita entre os hospitais credenciados, de acordo com a incidência dos acidentes ocorridos. “No Guará, por exemplo, não vimos acidente com cobras; já com escorpiões, são muitos”, informa Tereza Pereira. “No entanto, acidentes com cobras ocorrem mais em Brazlândia e Planaltina.”
Tereza Luíza orienta que em caso de picada por algum dos animais citados, a pessoa deve se dirigir a um dos hospitais de referência mais próximos. “Dependendo do tipo de peçonha, quanto mais rápido a pessoa receber atendimento melhor. Conforme a quantidade de veneno que seja inoculado, a pessoa pode correr risco de morte”, explica.
Tereza lembra que, embora a Rede de Frio esteja abastecida, desde 2014 o país passa por desabastecimento. “Para prepararmos o soro, precisamos do animal”, diz. “Temos que entender que esse item é finito. É preciso ter controle desse produto. ”
Acidentes com animais peçonhentos, reforça a servidora, são de notificação compulsória. “A cada pessoa picada, é feita uma notificação para acompanhamento”, diz. “Só recebemos soro depois que o existente já tenha sido utilizado. ”
O combate a aranhas, escorpiões, lacraias e lagartas nas residências é feito pela Vigilância Ambiental da SES. Já o Batalhão de Polícia Ambiental é responsável pelo recolhimento de cobras, enquanto o Corpo de Bombeiros controla as abelhas.
“Para evitar a proliferação de animais peçonhentos em residências, as pessoas devem manter as casas limpas, não acumular inservíveis e fazer a poda regular da vegetação”, orienta o biólogo Israel Martins, da Vigilância Ambiental.

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