A suposta agressão de um professor a um aluno do Centro Educacional 03, conhecido como “Centrão”, entre as QEs 17 e 19 do Guará II, na sexta-feira, dia 4 de julho, continua provocando debates na imprensa e nas redes…

A suposta agressão de um professor a um aluno do Centro Educacional 03, conhecido como “Centrão”, entre as QEs 17 e 19 do Guará II, na sexta-feira, dia 4 de julho, continua provocando debates na imprensa e nas redes sociais sobre o ambiente escolar nas escolas públicas. Vídeos que circulam na Internet mostra um professor gritando e levantando a mão em direção ao aluno, que alega ter sido agredido. Entretanto, o professor garante que a mão levantada foi apenas um gesto de indignação, sem qualquer intenção de agredir o aluno. O vídeo, feito por um aluno da sala, não deixa claro se a agressão teria sido consumada. Como a direção da escola e a Regional de Ensino do Guará não querem falar sobre o assunto e não permitem que a imprensa registre a versão dos alunos que presenciaram a discussão, não se sabe ainda o que realmente aconteceu.
De acordo com colegas do professor de Sociologia, ele contou que teria perdido a paciência com um aluno de 17 anos, que insistia em interrompê-lo durante a aula, enquanto parte da turma incentivava o tumulto. Ainda segundo os professores, o aluno e outros colegas tem histórico de provocações durante as aulas.
Após a repercussão do caso, a direção da escola e a Secretaria de Educação afastaram o professor por 60 dias até que o caso seja esclarecido pela Corregedoria da pasta e transferiu o aluno e outro colega que teria participado diretamente do episódio, depois de conversar com as famílias deles, mas a Regional de Ensino não informa para onde eles foram transferidos. Durante o afastamento, o professor vai continuar recebendo o salário normalmente.
Após a discussão e a suposta agressão, o aluno teria procurado a direção da escola e pedido o afastamento do professor. A direção chegou a tentar uma conciliação entre os dois, mas o professor já tinha deixado a escola no momento. O próprio professor teria solicitado afastamento das atividades por razões médicas por causa do estresse que o episódio teria lhe causado.
Carta em defesa do professor
Um grupo de 40 professores do Centrão divulgou uma carta pública em apoio ao professor e condenando a atitude do aluno. "O grupo de Professores do Centro Educacional 03 – Ced 03 Guará manifesta apoio ao professor. É fundamental que lhe seja garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa em todas as esferas de apuração", diz o documento. Na carta, os servidores defendem ainda o histórico profissional do educador, e ressaltam que o docente possui "imagem e conduta ilibadas".

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