A Administração do Guará, enquanto executor direto de recursos, tem pouca relevância para a cidade. O papel do administrador que realmente importa é o de intermediário, de negociador, entre os órgãos do Governo do…

A Administração do Guará, enquanto executor direto de recursos, tem pouca relevância para a cidade. O papel do administrador que realmente importa é o de intermediário, de negociador, entre os órgãos do Governo do Distrito Federal que realmente executam obras e projetos, o gabinete do governador e os parlamentares, que destinam os recursos.
Portanto, o orçamento do Guará para 2024 manteve o padrão dos últimos anos. São quase R$ 17 milhões, incluindo o gasto com pessoal de R$ 8,5 milhões em salários, acrescidos de R$ 750 mil para os funapeiros, os trabalhadores que cumprem pena prestando serviços como pequenos repares e limpeza da cidade.
Para investir de fato na cidade, há, sim, recursos, mas esses serão transferidos para outros órgãos, como a Novacap e a Secretaria de Obras para que sejam utilizados. Há quase uma década a Administração do Guará não realiza licitações e apenas transfere os recursos que recebe para que sejam executados.
As praças, parquinhos, parques e áreas verdes devem receber R$ 2,25 milhões para sua manutenção. Os prédios públicos, como a própria sede da Administração Regional, receberão R$ 700 mil em reformas. Mais R$ 1,65 milhão será investido em melhorias na iluminação pública da cidade, quase tudo destinado pela deputada distrital Dayse Amarilio. Outros R$350 mil serão aplicadas na Feira do Guará e R$ 950 mil na reforma da Casa da Cultura e do Teatro de Arena, agora definitivamente fora da PPP do Cave.
O orçamento da Administração Regional, assim como de qualquer órgão público, é apenas uma estimativa. Nem tudo poderá ser usado. Isso depende da arrecadação do GDF ao longo do ano e das prioridades elencadas pelos gestores. Os recursos geralmente começam o ano bloqueados, e são liberados de acordo com o poder de negociação do próprio administrador. Além disso, a contratação de obras e serviços demandam um rito muito específico. É preciso elaborar projetos e realizar licitações, o que acaba levando boa parte do ano. Por isso a boa relação do administrador regional e o engajamento da comunidade é tão importante. Cada centavo investido em melhorias precisa ser autorizado pela Secretaria de Fazenda e executado por uma outra secretaria.

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